eu estava algures entre o largo do carmo e a avenida da liberdade às cavalitas do meu pai.
tenho na memória as ruas cheias de gente e um mar de cravos vermelhos.
e de repente um homem numa varanda e a multidão a gritar otelo.
tinha 4 anos e o meu pai disse-me "não tenhas medo".
como se ao lado dele eu tivesse medo de alguma coisa.
e essa foi a herança que o meu pai me deixou: um espírito combativo e curioso, um coração corajoso e o respeito pela liberdade.
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