o corpo humano é complicado, para que temos unhas, não vejo utilidade nenhuma às unhas se não a de servirem de distração a quem as roi.
as minhas são fracas e partem-se, lascam-se, suicidam-se.
eu sou péssima a cuidar das unhas, ficam sempre aos bicos, feias e incómodas.
agora não me apetece perder tempo a pintá-las, mas acabo por pintar porque parecem sempre sujas.
gosto de umas mãos bonitas, de unhas curtas e arranjadas sem estarem pintadas, mas as minhas unhas são feias e parecem estar sempre sujas.
também não encontro particular utilidade às sobrancelhas, para que serve um tufo de pelo no sobrolho.
as minhas andam sempre a precisar de crescer para corrigir as falhas -é o que me dizem- mas depois crescem como se fossem um arbusto, desordenadamente e sem simetria e trazem pelos brancos.
eu não quero ver pelos brancos de cada vez que me olho ao espelho, basta-me olhar para a raíz do cabelo.
depois pego numa pinça e é como se tivesse a roer as unhas, arranco pelos a mais e as sobrancelhas não ficam bonitas nem simétricas, mas passo um bom bocado entretida.
domingo, 31 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
{já não sou loura, mas sou fácil}
estava a ler isto e cheguei à conclusão de que o meu homem ideal é bem capaz de ser um biscateiro.
é que grande parte dos problemas que preciso que me resolvam passam por trocar lâmpadas em sítios onde não chego nem de escadote, arranjar torneiras e pintar paredes.
e se for um biscateiro bem sucedido, um homem ocupado, provavelmente o perfume dele vai ficar no ar mesmo depois de se ir embora.
difícil vai ser levar-me a jantar em veneza, mas eu sou uma gaja fácil, contento-me como um jantarito nos jardins da gôndola de sete rios.
é que grande parte dos problemas que preciso que me resolvam passam por trocar lâmpadas em sítios onde não chego nem de escadote, arranjar torneiras e pintar paredes.
e se for um biscateiro bem sucedido, um homem ocupado, provavelmente o perfume dele vai ficar no ar mesmo depois de se ir embora.
difícil vai ser levar-me a jantar em veneza, mas eu sou uma gaja fácil, contento-me como um jantarito nos jardins da gôndola de sete rios.
segunda-feira, 25 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
{tpm}
fala-se por demais nas hormonas femininas e suas consequências.
o que nunca se fala é das alterações hormonais no masculino.
e eu estou capaz de jurar que o meu homem sofre de tpm durante um mês a fio.
apre, que feitiozinho de princesa!
o que nunca se fala é das alterações hormonais no masculino.
e eu estou capaz de jurar que o meu homem sofre de tpm durante um mês a fio.
apre, que feitiozinho de princesa!
terça-feira, 19 de março de 2013
{bidé}
tenhos os pés gelados e não me apetece atender o telefone.
acabei de acordar, detesto quando me ligam e ainda estou a acordar.
se não atendo já sei que mais tarde não me vai apetecer ligar de volta, não gosto de falar ao telefone.
se atendo vão perguntar-me que voz é essa e tenho de explicar que sim, é tarde para as pessoas normais, mas acabei de acordar.
decido sentar-me e meter os pés no bidé e deixar a água quente correr, enquanto uso o telemóvel para jogar.
nunca dou uso ao bidé.
acabei de acordar, detesto quando me ligam e ainda estou a acordar.
se não atendo já sei que mais tarde não me vai apetecer ligar de volta, não gosto de falar ao telefone.
se atendo vão perguntar-me que voz é essa e tenho de explicar que sim, é tarde para as pessoas normais, mas acabei de acordar.
decido sentar-me e meter os pés no bidé e deixar a água quente correr, enquanto uso o telemóvel para jogar.
nunca dou uso ao bidé.
segunda-feira, 18 de março de 2013
{constatação do dia}
pego no espelho de aumentar para ver os vestígios da conjuntivite.
e constato que preciso mesmo de fazer o buço.
e constato que preciso mesmo de fazer o buço.
domingo, 17 de março de 2013
{estranheza}
há estranheza nestes dias de luz cinzenta, em que a noite e a manhã quase se confundem.
há a estranheza da ausência do que era já intrínseco.
e há a dureza de ter que enfrentar esta solidão.
estranho-te.
há a estranheza da ausência do que era já intrínseco.
e há a dureza de ter que enfrentar esta solidão.
estranho-te.
sexta-feira, 15 de março de 2013
ora toma
não penses que a tua vida está um buraco sem fundo.
a vida ou o karma encarregam-se logo de provar que ainda pode piorar.
a vida ou o karma encarregam-se logo de provar que ainda pode piorar.
quinta-feira, 14 de março de 2013
nada de nada
toda a gente tem família e planos e coisas para fazer.
e sonhos.
eu não tenho nada.
provavelmente não quero ter nada.
tenho, de certa forma, a vida que sempre quis: cheia de nada e de ninguém.
e gosto de viver assim escondida da vida.
mas às vezes penso para comigo que devia de ter alguma coisa ou alguém que me amasse incondicionalmente.
mas não tenho nada.
nem fama nem fortuna.
nem sonhos.
se pudesse viajava sem nada.
perdia-me no mundo.
mas eu não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada.
aparte isso álvaro de campos tinha em si todos os sonhos do mundo.
mas eu não tenho sonhos, não tenho planos nem projetos.
não tenho nada.
e sonhos.
eu não tenho nada.
provavelmente não quero ter nada.
tenho, de certa forma, a vida que sempre quis: cheia de nada e de ninguém.
e gosto de viver assim escondida da vida.
mas às vezes penso para comigo que devia de ter alguma coisa ou alguém que me amasse incondicionalmente.
mas não tenho nada.
nem fama nem fortuna.
nem sonhos.
se pudesse viajava sem nada.
perdia-me no mundo.
mas eu não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada.
aparte isso álvaro de campos tinha em si todos os sonhos do mundo.
mas eu não tenho sonhos, não tenho planos nem projetos.
não tenho nada.
quarta-feira, 13 de março de 2013
o evangelho segundo joão
s. joão sempre foi o meu favorito do novo testamento.
há muito tempo eu era jovem e cheia de certezas e li esta frase ao chegar ao meu encontro inicial "não foste vós que me escolheste, fui eu que vos escolhi".
pensei logo que aquilo não fazia sentido, eu estava ali porque queria, era uma escolha minha, de mais ninguém.
três dias depois as minhas certezas absolutas tinham sido vigorosamente abanadas e pensei que afinal aquela frase fazia todo o sentido e como eu era imatura e cega três dias antes.
há muito tempo eu era jovem e tinha fé e praticava o bem.
com o passar dos anos vi a luz.
uma luz que me afastou da fé mas que me aproximou de mim.
recordo sempre com saudade os dias em que eu acreditava.
era tão mais feliz.
há muito tempo eu era jovem e cheia de certezas e li esta frase ao chegar ao meu encontro inicial "não foste vós que me escolheste, fui eu que vos escolhi".
pensei logo que aquilo não fazia sentido, eu estava ali porque queria, era uma escolha minha, de mais ninguém.
três dias depois as minhas certezas absolutas tinham sido vigorosamente abanadas e pensei que afinal aquela frase fazia todo o sentido e como eu era imatura e cega três dias antes.
há muito tempo eu era jovem e tinha fé e praticava o bem.
com o passar dos anos vi a luz.
uma luz que me afastou da fé mas que me aproximou de mim.
recordo sempre com saudade os dias em que eu acreditava.
era tão mais feliz.
domingo, 10 de março de 2013
ontem como hoje
ainda sinto o mesmo drama interior.
domingo a partir das cinco da tarde começo a pensar que tenho de lhe telefonar, porque parece que lhe telefono sempre ao domingo, mas telefono daqui a nada, ainda não, agora estou a ver um filme, mais daqui a bocado, agora vou comer.
e se não telefono domingo telefona ela segunda a acusar-me de não ser boa filha.
mas quando é que ficou estipulado que eu tinha de telefonar ao domingo?
domingo a partir das cinco da tarde começo a pensar que tenho de lhe telefonar, porque parece que lhe telefono sempre ao domingo, mas telefono daqui a nada, ainda não, agora estou a ver um filme, mais daqui a bocado, agora vou comer.
e se não telefono domingo telefona ela segunda a acusar-me de não ser boa filha.
mas quando é que ficou estipulado que eu tinha de telefonar ao domingo?
os dias comemorativos
não é só do dia da mulher que não gosto.
não gosto dos dias de nada, nem do ano novo, nem do carnaval.
não gosto que seja o calendário a determinar o que faço ou o que sinto.
por causa disso houve uma vez um domingo que era dia da mãe e às seis da tarde eu ainda não tinha dado a prenda à minha mãe.
era adolescente e não me lembro do que comprei com a minha semanada.
sei que a minha mãe ficou furiosa e me acusou de não ser boa filha porque achou que não lhe tinha comprado nada.
se ela fossa boa mãe importar-se-ía?
não interessa, provavelmente ficou magoada.
e eu sentia-me cada vez mais esmagada pelo passar das horas, incapaz de fingir uma emoção que não sentia.
só anos mais tarde aprendi a fingir.
não gosto dos dias de nada, nem do ano novo, nem do carnaval.
não gosto que seja o calendário a determinar o que faço ou o que sinto.
por causa disso houve uma vez um domingo que era dia da mãe e às seis da tarde eu ainda não tinha dado a prenda à minha mãe.
era adolescente e não me lembro do que comprei com a minha semanada.
sei que a minha mãe ficou furiosa e me acusou de não ser boa filha porque achou que não lhe tinha comprado nada.
se ela fossa boa mãe importar-se-ía?
não interessa, provavelmente ficou magoada.
e eu sentia-me cada vez mais esmagada pelo passar das horas, incapaz de fingir uma emoção que não sentia.
só anos mais tarde aprendi a fingir.
segunda-feira, 4 de março de 2013
peter pan
outro dia uma amiga de infância deixou-me um comentário no facebook a dizer que sou como o peter pan, que nunca mudo.
até era um elogio, acho eu.
a verdade é que os meus amigos dos tempos de estudante e do grupo de jovens, são aqueles amigos com quem posso sempre contar, mas que não vejo com muita frequência.
sempre estarei lá para eles como sei que eles estarão para mim.
haja o que houver.
e é verdade que as pessoas tendem a achar que não mudei.
mas mudei, mudámos todos.
provavelmente sempre fui a mais extrovertida e continuo a ser.
a vida mudou-nos a todos, a uns secalhar mudou menos porque se recusaram a mudar.
ou porque as mudanças foram mais ténues
eu sou a mesma que era aos 18 anos.
apenas talvez um pouco mais madura.
até era um elogio, acho eu.
a verdade é que os meus amigos dos tempos de estudante e do grupo de jovens, são aqueles amigos com quem posso sempre contar, mas que não vejo com muita frequência.
sempre estarei lá para eles como sei que eles estarão para mim.
haja o que houver.
e é verdade que as pessoas tendem a achar que não mudei.
mas mudei, mudámos todos.
provavelmente sempre fui a mais extrovertida e continuo a ser.
a vida mudou-nos a todos, a uns secalhar mudou menos porque se recusaram a mudar.
ou porque as mudanças foram mais ténues
eu sou a mesma que era aos 18 anos.
apenas talvez um pouco mais madura.
borboletas
uma vez trabalhei com um holandês que me disse que eu era uma pessoa borboleta, que as coisas que me diziam ou me aconteciam pareciam não ter nenhum peso em mim, que eu continuava a pousar de flor em flor, como se não se tivesse passado nada.
na verdade nesta altura o que se passava é que eu trabalhava com chefias déspotas, que se aproveitavam da inexperiência e imaturidade dos meus colegas, na sua maioria recém licenciados e no seu primeiro emprego, para exercerem pressão e os obrigarem a trabalhar de forma semelhante à escravatura.
não era o meu caso, eu já tinha 30 anos e aquele era o meu 5º emprego e não contavam com a minha teimosia natural.
mas não é verdade a crítica.
eu levo em consideração todas as críticas, penso nelas, mesmo quando inicialmente lhes reajo mal são objeto de meditação e, frequentemente, de ação corretiva.
de toda a panóplia de defeitos com que o cosmos me abençoou, o autismo não foi um desses defeitos.
sei ouvir e sei pensar.
e sei dar o braço a torcer.
e como doi às vezes dar o braço a torcer!
já fiz asneira da grossa na vida e nunca me arrependi, mas sempre assumi.
o arrependimento não faz parte de mim, tudo o que faço faço com convicção.
se me espalhei foi porque tinha a certeza de que não me ía espalhar ou então não tinha a certeza mas decidi arriscar na mesma.
claro que também já senti arrependimento, mas sinceramente não me lembro.
mas já me devo ter arrependido de magoar alguém.
na verdade nesta altura o que se passava é que eu trabalhava com chefias déspotas, que se aproveitavam da inexperiência e imaturidade dos meus colegas, na sua maioria recém licenciados e no seu primeiro emprego, para exercerem pressão e os obrigarem a trabalhar de forma semelhante à escravatura.
não era o meu caso, eu já tinha 30 anos e aquele era o meu 5º emprego e não contavam com a minha teimosia natural.
mas não é verdade a crítica.
eu levo em consideração todas as críticas, penso nelas, mesmo quando inicialmente lhes reajo mal são objeto de meditação e, frequentemente, de ação corretiva.
de toda a panóplia de defeitos com que o cosmos me abençoou, o autismo não foi um desses defeitos.
sei ouvir e sei pensar.
e sei dar o braço a torcer.
e como doi às vezes dar o braço a torcer!
já fiz asneira da grossa na vida e nunca me arrependi, mas sempre assumi.
o arrependimento não faz parte de mim, tudo o que faço faço com convicção.
se me espalhei foi porque tinha a certeza de que não me ía espalhar ou então não tinha a certeza mas decidi arriscar na mesma.
claro que também já senti arrependimento, mas sinceramente não me lembro.
mas já me devo ter arrependido de magoar alguém.
domingo, 3 de março de 2013
a felicidade dá trabalho
isto da felicidade dá trabalho, dá muito trabalho.
a felicidade é a desconstrução da infelicidade.
nasci feliz.
e nasci para ser feliz.
e isso é uma verdade insofismável.
cresci a acreditar que tinha um super poder, este da felicidade.
nunca me preocupava muito porque sabia que tudo ía correr bem.
simplesmente sabia, sentia-o dentro de mim.
mas vocês não acreditariam se vos contasse o quanto já fui infeliz.
houve muitos dias da minha vida em que adormeci e acordei a pensar como havia de voltar a ser feliz.
o meu problema é que não estava preparada para ter problemas.
não sei ter problemas.
eu sou das soluções, das ações, do resolver.
durante muitos dias da minha vida vagueei perdida nos problemas, perdida da felicidade, perdida de mim.
abandonada pelo meu super poder.
a suor e sangue conquistei o momento em que comecei a deixar de ser infeliz.
mas a partir de então a minha felicidade mudou.
já não é um super poder, é um pássaro numa gaiola.
e como todos os seres que vivem presos numa gaiola, é frágil e assustadiça.
assim, a minha felicidade passou a ser uma constante fuga para a frente.
não posso parar para pensar que não sou feliz, não vá a infelicidade apanhar-me e atirar-me outra vez para aquele lugar.
e eu não quero, eu não vou voltar aquele lugar.
porque esse lugar é fundo e é escuro e é tão longe que ninguém me pode ir lá buscar.
esse lugar é dentro de mim e eu nunca mais lá vou ficar.
a noção da fragilidade da felicidade fez de mim uma pessoa talvez menos feliz, mas mais forte e mais atenta.
hoje já não tenho um super poder, mas sou uma guerreira.
se é verdade que o que não nos mata nos torna mais fortes, também é verdade que nos deixa cicatrizes, marcas na pele que ardem por dentro.
porque a dor nunca sara.
a dor é uma velhaca traiçoeira, não se lhe pode dar confiança.
é um vírus oportunista que fica para sempre cá dentro, à espera, à espreita, pronta a atacar pela calada.
a dor fica-nos nos ossos e liga-se à saudade no coração.
mas a felicidade corre livre na corrente sanguínea de quem a traz no adn.
a felicidade dá trabalho.
mas há outra maneira de viver?
a felicidade é a desconstrução da infelicidade.
nasci feliz.
e nasci para ser feliz.
e isso é uma verdade insofismável.
cresci a acreditar que tinha um super poder, este da felicidade.
nunca me preocupava muito porque sabia que tudo ía correr bem.
simplesmente sabia, sentia-o dentro de mim.
mas vocês não acreditariam se vos contasse o quanto já fui infeliz.
houve muitos dias da minha vida em que adormeci e acordei a pensar como havia de voltar a ser feliz.
o meu problema é que não estava preparada para ter problemas.
não sei ter problemas.
eu sou das soluções, das ações, do resolver.
durante muitos dias da minha vida vagueei perdida nos problemas, perdida da felicidade, perdida de mim.
abandonada pelo meu super poder.
a suor e sangue conquistei o momento em que comecei a deixar de ser infeliz.
mas a partir de então a minha felicidade mudou.
já não é um super poder, é um pássaro numa gaiola.
e como todos os seres que vivem presos numa gaiola, é frágil e assustadiça.
assim, a minha felicidade passou a ser uma constante fuga para a frente.
não posso parar para pensar que não sou feliz, não vá a infelicidade apanhar-me e atirar-me outra vez para aquele lugar.
e eu não quero, eu não vou voltar aquele lugar.
porque esse lugar é fundo e é escuro e é tão longe que ninguém me pode ir lá buscar.
esse lugar é dentro de mim e eu nunca mais lá vou ficar.
a noção da fragilidade da felicidade fez de mim uma pessoa talvez menos feliz, mas mais forte e mais atenta.
hoje já não tenho um super poder, mas sou uma guerreira.
se é verdade que o que não nos mata nos torna mais fortes, também é verdade que nos deixa cicatrizes, marcas na pele que ardem por dentro.
porque a dor nunca sara.
a dor é uma velhaca traiçoeira, não se lhe pode dar confiança.
é um vírus oportunista que fica para sempre cá dentro, à espera, à espreita, pronta a atacar pela calada.
a dor fica-nos nos ossos e liga-se à saudade no coração.
mas a felicidade corre livre na corrente sanguínea de quem a traz no adn.
a felicidade dá trabalho.
mas há outra maneira de viver?
sexta-feira, 1 de março de 2013
o facebook
(r)- eu acho tão engraçado reencontrar os antigos colegas da faculdade e do liceu.
(eu)- mas tu lembras-te dos colegas do liceu? eu não, só me lembro de um ou dois e não sei o apelido de ninguém.
(r)- ai eu lembro e gosto de saber o que fazem agora, onde moram, de ver as fotografias dos filhos, etc.
(eu)- eu devo ter azar mas todos os que me pediram amizade só me deram arrepios, estão todos velhos, carecas e barrigudos, preferia recordá-los como eram.
(r)- eu acho muito giro e agora trocamos números de telemóvel para um dia destes nos reencontrarmos.
(eu)- e já te encontraste ou falaste com alguém?
(r)- ainda não, mas quando quiser tenho o contacto.
há 20 anos eu sabia o nome completo daquelas pessoas, os telefones fixos e as moradas e nunca os procurei.
agora sei o telemóvel para se um dia lhes quiser ligar.
o que é que mudou?
(eu)- mas tu lembras-te dos colegas do liceu? eu não, só me lembro de um ou dois e não sei o apelido de ninguém.
(r)- ai eu lembro e gosto de saber o que fazem agora, onde moram, de ver as fotografias dos filhos, etc.
(eu)- eu devo ter azar mas todos os que me pediram amizade só me deram arrepios, estão todos velhos, carecas e barrigudos, preferia recordá-los como eram.
(r)- eu acho muito giro e agora trocamos números de telemóvel para um dia destes nos reencontrarmos.
(eu)- e já te encontraste ou falaste com alguém?
(r)- ainda não, mas quando quiser tenho o contacto.
há 20 anos eu sabia o nome completo daquelas pessoas, os telefones fixos e as moradas e nunca os procurei.
agora sei o telemóvel para se um dia lhes quiser ligar.
o que é que mudou?
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